13 dicas para fazer economia em suas viagens

Aquela trip que parecia impossível pode, sim, estar ao alcance do seu bolso. É só fazer as contas. Imagine o quanto você economiza ao escolher um destino bom e barato, ligar alertas de tarifas nos sites de passagens, viajar na baixa temporada, optar por uma hospedagem budget, trocar as refeições nos restaurantes pelas compras nos supermercados, visitar atrações grátis ou no dia em que são de graça... Veja, abaixo, essas e outras dicas que vão permitir a sua viagem em tempos bicudos, mesmo até para quem não tem um centavo para viajar.

1) Opte por destinos bons e econômicos

América do Sul, Leste Europeu, Sudeste Asiático e os países do Velho Mundo afetados pela crise, como Portugal e Grécia, são tradicionalmente os destinos mais baratos no exterior. No Brasil, viajar para cidades a um carro de distância costuma baratear o transporte, sobretudo para quem está em duas ou mais pessoas. Outras vantagens: aqui nós falamos nossa língua, comemos nossa comida, curtimos nossa hospitalidade e, principalmente, pagamos em REAL. Para ter uma ideia de preço de hospedagem, compare no site do AlugueTemporada  as diárias dos imóveis nos diferentes destinos de seu interesse. 

 

2) Viaje na baixa temporada

A baixa estação, tradicionalmente fora das férias do meio, do final e do começo do ano, pode ter acomodações por 50% do preço da alta temporada ou até por menos, mas não viaje baseado exclusivamente na tarifa: se o destino não apresentar atrações com o seu perfil ou se o clima for desaconselhável, com muita chuva, por exemplo, veja os preços da média estação e pesquise outras cidades. 

 

3) Programe-se com antecedência, ligue alertas de preços e tente marcar suas férias só depois de conseguir uma boa oportunidade  

Se você tiver flexibilidade no trabalho, não marque suas férias antes de encontrar uma promoção imperdível ou um voo para as suas milhas acumuladas. Para acompanhar as ofertas aéreas, visite sempre os sites das companhias, curta suas páginas no Facebook e inscreva-se para receber as newsletters promocionais. Outro bom recurso para conseguir viagens baratas é apelar para os buscadores de passagens online, que memorizam as pesquisas que você faz e têm ferramentas de comparação de tarifas. Mas prefira fazer a pesquisa no computador, plataforma que permite melhor visualização e sempre traz mais recursos. Têm boas ferramentas o Google Flights, o Kayak, o Momondo e o Voopter. Dentre os sites tradicionais, o Melhores Destinos merece uma consulta diária, já que o seu chamariz são as barbadas de passagens aéreas. Antes de fazer a reserva por lá, porém, veja se o site da própria companhia aérea não tem o mesmo voo mais barato, sem os encargos da agência online que opera no Melhores Destinos.

 

4) Aproveite as diárias promocionais das parcerias entre companhias aéreas e locadoras de automóveis

Nos voos nacionais pelas quatro maiores companhias aéreas do Brasil, o passageiro obtém descontos ao alugar um carro no desembarque, desde que faça a reserva com a locadora parceira da empresa de aviação. Gol e LocalizaTAM e UnidasAzul e Hertz e Avianca e Movida, respectivamente, têm acordos que proporcionam upgrades de modelos de automóveis e reduções de até 25% na diária do veículo, com a conveniência do cliente retirar e devolver o carro no aeroporto – as quatro locadoras estão presentes nos maiores terminais de todos os 26 estados do país e do Distrito Federal.

 

5) Economize ainda mais na locação do carro ao usar o seguro para veículos do cartão de crédito

Clientes que efetuarem o pagamento da locação do veículo com cartões Master/Visa Platinum, além do Visa Gold e Infinite, podem economizar ainda mais se recusarem as proteções da locadora, já que essas bandeiras de cartões dão a cobertura sem custo. Algumas parcerias promocionais entre companhias aéreas e locadoras (veja o item 4), porém, não dão a opção da reserva do carro sem seguro no site. O jeito é fazer a escolha com esse opcional e, no balcão da loja onde o carro for retirado (e onde será feito o pagamento), dispensar a cobertura, pagando menos.

 

6) Aprenda noções básicas de IOF, câmbio, parcelamento no cartão etc

Algumas regras dos economistas para viajantes: 

  • parcele as reservas no cartão, desde que sem juros, mas não comprometa um percentual significativo da renda mensal com prestações da viagem;
  • ao reservar com o cartão, você ainda aproveita para acumular milhas;
  • compre dólares ou euros periodicamente (defina a moeda pelo destino pretendido), de forma a pagar uma cotação média;
  • no exterior, esqueça o cartão e prefira pagar o que puder em cash (sem acabar com o dinheiro antes do fim da viagem!): o imposto sobre a moeda estrangeira comprada no Brasil para levar na viagem é de 1,1%, contra os 6,38% do IOF taxados nos gastos internacionais do cartão de crédito.

 

7) Alugue um imóvel de temporada e faça de supermercados e delicatessens seus grandes aliados nas refeições

Um imóvel de temporada, além de ser frequentemente mais barato do que um quarto hoteleiro de conforto equivalente na mesma cidade, costuma ter cozinha equipada, o que aumenta a economia diária para valores consideráveis. Ao preparar pelo menos o café da manhã e o jantar no imóvel, além de poupar uma bela grana, você tem contato com todos os produtos regionais no supermercado, o que significa um queijo da Serra da Canastra em Minas, um bolo de rolo no Recife, geleias mil nas cidades serranas... Isso, no Brasil. Se você estiver em Paris, por exemplo, prepare-se para escolher entre centenas de queijos, vinhos incríveis e baguetes na boulangerie da esquina por um preço total de combo do McDonald's. E não é só no imóvel alugado que você pode se beneficiar das compras no supermercado. Inúmeras cidades do Brasil e quase qualquer uma da Europa têm praças, parques e boulevards perfeitos para um piquenique em alto nível. Imagine-se na chiquérrima Place des Voges, durango que só, harmonizando uma éclair au chocolat com meia garrafa de Sauternes...

 

8) Estabeleça um teto de gastos por dia e some religiosamente as despesas, para não perder o controle

A viagem é uma combinação entre passagens, transporte local, hospedagem, passeios, alimentação e compras. Pesquisar esses custos e impor um limite diário de gastos dará tranquilidade à sua trip. Exemplo: se você calculou que terá € 50 para gastar por dia e já torrou € 20 nas atrações, € 10 no fast food e € 5 no transporte público, é pensar duas vezes antes de fazer a próxima despesa. Sim, ainda faltam € 15 para despender no dia, mas o ideal é que sobre dinheiro para imprevistos e gastos extras, como um almoço, um passeio ou uma locomoção fora do programado. Se sobrarem € 10 diários, no sexto dia você terá o orçamento dobrado – os € 50 de sempre mais € 50 guardados –, grana que pode render uma pequena extravagância sem estourar o seu budget.  

 

9) Pedale, use o transporte público e, principalmente, caminhe

Bordões brasileiros de protesto contra as tarifas do transportes público, como "não são só os 20 centavos", soariam como piada em destinos como Londres, Tóquio e a Escandinávia. O bilhete unitário – que em São Paulo custa R$ 3,80 – sai por cerca de R$ 15 na capital britânica. Além de fazer bem para a saúde e dar preparo para a viagem, fazer longas caminhadas permite uma boa compreensão dos bairros, do comércio e dos cenários das cidades. Com um bom planejamento, você ainda pode montar roteiros de acordo com as atrações, lojas, cafés, praças, prédios históricos e outros temas do seu interesse. Ajuda, claro, se hospedar perto da área por onde você mais pretende caminhar. Dica de última hora, no final de 2015 o Google liberou o uso do Maps em modo offline, ou seja, com as mesmas funções de um GPS grátis, sem a necessidade de estar conectado ao wi-fi. Basta baixar a versão mais recente do app, fazer o download do mapa da cidade por onde você vai circular, pesquisar o que bem entender, seguir o itinerário e ser feliz. 

 

10) Abuse dos programas grátis e pesquise dias e horários em que as atrações têm entrada franca

Você junta as moedinhas, acha aquele imóvel econômico e bacana, mas, na hora H, desiste de visitar o museu que você tanto sonhou por causa do preço do ingresso. Concordamos que não é justo, e as cidades mais turísticas do mundo, também. É por isso que, em Paris, por exemplo, o Musée d'Orsay, o Pompidou e o grandioso Louvre são grátis – confira os horários nos sites e escolha um museu para começar o dia, antes da abertura, já que as filas costumam ser graúdas. Neste link, você encontra uma série de museus de primeira grandeza dos Estados Unidos e da Europa com entrada grátis diariamente, em algum momento da semana ou num dia do mês. A economia, para se ter uma ideia, é de mais de R$ 70 no MoMa (US$ 25 a entrada), em Nova York, no Palácio de Versalhes (€ 18), nos arredores de Paris, e no Museum of Fine Arts de Boston (US$ 25). Entre as instituições com entrada franca permanente são exemplos o Parque de Esculturas Vigeland, em Oslo, na Noruega, três dos maiores museus de Londres (British MuseumNational GalleryTate Modern) e os Museus Smithsonian de Washington – todos programas imperdíveis.

 

11) Previna-se de prejuízos

Quem não conhece a história do barato que sai caro? Seguro de viagem, como qualquer outro seguro, é aquele gasto chatinho que quase nunca acaba necessário (que bom!), mas que, se for utilizado, poupa o viajante de um prejuízo facilmente maior do que toda a grana da viagem. Tem ideia de "quanto custa" uma luxação no exterior? E um braço quebrado? Calcule quatro dígitos para o primeiro, e cinco para o segundo. Porém, a maioria dos cartões de crédito, hoje, inclui um seguro de viagem para uso fora do Brasil, desde que as passagens tenham sido compradas com o cartão – aproveite para parcelar sem juros! A cobertura, nesse caso, costuma ser extensiva aos familiares que tiveram os bilhetes adquiridos pelo mesmo cartão do titular. Confira os benefícios no site da sua operadora e aproveite, a economia e a segurança valem muito a pena. Há outros exemplos de situações de risco que devem ser evitadas, como demonstrar a ingenuidade típica de um turista em locais considerados perigosos nas grandes metrópoles. Um problema cada vez mais contornável são as roubadas envolvendo taxistas picaretas. Na América Latina e no Leste Europeu, por exemplo, regiões nas quais os táxis não gozam de grande reputação, aplicativos como o Uber, além de darem mais segurança, costumam ter frotas mais novas e cobrar menos pela corrida – além de fazerem o melhor itinerário.  

 

12) Diga NÃO às compras

Por que comprar um par de sapatos se você: 1) não usa sapatos; 2) tem vários sapatos; 3) antes, precisa comprar meias; 4) não tem dinheiro. Quem viaja com o radar de compras ligado no automático, tende a fazer gastos supérfluos que vão impactar na conta das férias, com consequências para o orçamento dos próximos meses. Atravesse a calçada ao pressentir a espetaculosa vitrine da sua grife predileta, e nem passe perto dos outlets, que deixaram de ser uma pechincha. Uma lembrancinha ou um suvenir são aceitáveis, desde que adquiridos com parcimônia, o que não significa pagar R$ 40 naquele imã de geladeira ou R$ 50 num chaveirinho da loja  descolada do museu (aliás, por que lojas de museus são tão caras? Fique longe!).  

 

13) Não tem um centavo para viajar? Poupe ANTES e surpreenda-se com o quanto é possível economizar

É possível planejar uma viagem com z-e-r-o na conta? É. Mas viajar quase sem grana pode não fazer sentido: há gastos que são inevitáveis e outros que, se você não fizer, será privado de experiências sem as quais sair de casa perde a graça, como visitar atrações bacanas, fazer uma refeição mais interessante e se dar algum luxo. Pois há formas de você conseguir um dinheirinho a mais ANTES de viajar, cortando gastos que podem ser supérfluos no seu dia a dia. Em um ano, por exemplo, você guarda cerca de R$ 1000 se trocar a cabo pelo Netflix, R$ 2000 se comer menos fora ou parar de fumar (R$ 4000 se fizer os dois), outros R$ 2000 se suspender a academia ou reduzir a ida ao salão de beleza... Mais: quanta coisa você tem em casa que pode ser vendida por uns bons trocados? Tá esperando o quê? O iPhone virar peça de museu? E aquela câmera masterblaster que mal saiu da caixa?