Um roteiro em família pelo melhor de Portugal

Falemos da capital portuguesa, ou melhor, de Portugal inteira! E da ideia de aproveitar a Terrinha em família por uma dúzia de dias – tempo suficiente para desopilar a mente, imergir nas raízes lusitanas e voltar de alma lavada.

Falemos da capital portuguesa, ou melhor, de Portugal inteira! E da ideia de aproveitar a Terrinha em família por uma dúzia de dias – tempo suficiente para desopilar a mente, imergir nas raízes lusitanas e voltar de alma lavada. Motivos para escolher o país não faltam: a língua (“a última flor do Lácio, inculta e bela”, como descreveu Olavo Bilac), os preços – em euros, é verdade, mas ainda assim em padrões aceitáveis para nosso combalido real – e a localização em plena Europa, com tudo o que isso significa em termos de história, beleza arquitetônica e desenvolvimento humano, econômico e social.

Lisboa espelha em beleza o que é o país, território de paisagens rurais seríssimas, sem falar das mesas fartas de borregos, frutos do mar, vinhos e maravilhosos doces conventuais, assim chamados porque eram feitos com as gemas que sobravam dos ovos nos conventos – as claras eram usadas para engomar hábitos, toalhas etc. Óbvio que tudo soa familiar, porque não há brasileiro que não tenha tido contato com portugueses, seja na padaria, seja na tasca da esquina, isso se você não for – como o autor deste texto – um filho, neto ou sobrinho de lusitanos. Não é de se estranhar, portanto, que também nos conectam à Terrinha mais de 70 voos diretos por semana.

Para vitaminar o destino, por si só maravilhoso, você pode incrementar a estadia com charmosas propriedades do AlugueTemporada espalhadas pelo país. Neste roteiro, muito aproveitável se feito de carro, são visitadas as regiões mais bonitas de Portugal, das planícies espetaculares do Alentejo às barrancas salpicadas de vinhedos do Douro, sem prejuízo das grandes cidades que são Lisboa, Porto e Coimbra.

Lisboa e Sintra, 4 noites

Para curtir o que a capital portuguesa tem de melhor, veja nossa lista de 10 atrações imperdíveis de Lisboa. Para zerar o estresse durante a passagem por lá, considere trocar a estada na metrópole pela região de Sintra e Cascais, a apenas 35 quilômetros de distância. Sintra, que é ela inteira um dos 14 Patrimônios Mundiais de Portugal pela Unesco, tornou-se no século 19 o principal centro da arquitetura romântica europeia. O fato de a região ter colinas e penhascos, com vistas dramáticas para o mar e um microclima próprio – às vezes tomado pela serração –, deve ter influenciado a escolha de Fernando II, o rei "artista", que, nascido em Viena, tornou-se monarca de Portugal em 1837. Fernando II contratou o engenheiro alemão William Eschwege para transformar um mosteiro arruinado no que hoje é o palácio da Pena, uma das grandes atrações de Sintra. A pedido do rei, Eschwege fez uma colagem dos estilos gótico, egípcio, mouro e renascentista na arquitetura. Mas este é apenas um dos castelos a visitar. Há o ainda mais antigo palácio Nacional de Sintra, do século 14, em estilo gótico, com seus painéis de azulejo que tão claramente contam passagens da história e do cotidiano portugueses; o castelo dos Mouros, fortificação que chega aos dias de hoje com suas paredes de 1000 anos ainda intactas; e a Quinta da Regaleira, também com referências a diversas escolas arquitetônicas, inclusive a manuelina, eminentemente portuguesa. O prédio "harmoniza" com a vegetação e tem diversos símbolos esotéricos, como o misterioso Poço Iniciático. Essas e outras belezuras, como o também muito recomendado palácio de Seteais (sete "ais" que exalamos ao subir as sete colinas de Sintra), podem ser conhecidas entrando e saindo dos ônibus de turismo da companhia Scotturb, que partem a passos da estação de trem de Sintra.

Palácio da Pena

Há muito para ver, mas não se trata aqui de privilegiar apenas um sentido. O paladar é seriamente requisitado em Sintra, cidade que tem tradição em doçaria. O antiquíssimo café Piriquita é lembrado por sua queijada, doce de queijo com canela, e pelo travesseiro, feito com creme de ovos e amêndoa; o café Saudade – nome que orna perfeitamente com a beleza do lugar – tem sanduíches ("sands" em português "português"), bolos e pastéis doces. Durante o dia talvez seja boa ideia mesmo se fiar na comida rápida e no açúcar, deixando emoções gastronômicas mais fortes para a noite. Se você é daqueles que "ticam" restaurantes premiados, saiba que o Guia Michelin concede uma de suas disputadas estrelas para o LAB by Sergi Arola, dentro do resort Penha Longa, a 10 quilômetros do centrinho de Sintra. O chef Arola trabalhou com o catalão Ferrán Adriá nos tempos em que a cozinha molecular ainda estava por ser a next big thing, e o hoje finado restaurante El Bulli, a Canaã dos foodies. O legado ainda se mantém em Sintra, mas aqui o interesse principal de Arola é pela fusão de ingredientes orgânicos. Não esqueça de reservar para o jantar. Para gastar menos, na vila de Sintra há o Nau Palatina, de cozinha mediterrânea. Com tantas atrações pela cidade, melhor mesmo é pesquisar uma propriedade do AlugueTemporada no conjunto histórico. Um exemplo? Esta charmosa casa térrea com varanda, dois quartos e banheiro com banheira numa rua com vista estratégica a 900 metros da estação ferroviária. Um casal com dois filhos ocupam perfeitamente o lugar. A mesma capacidade tem esta pitoresca capela recentemente restaurada a cinco minutos da estação de trem de Sintra. Sim, isso mesmo, capela. Em local muito tranquilo com vista para o Castelo dos Mouros, a construção tem dois quartos, dois banheiros, cozinha moderna e um diferencial, café da manhã ("pequeno almoço") incluído na diária. Se você não se sentir dentro de um romance do Eça neste imóvel, difícil imaginar onde isso se daria alhures.

Alentejo, 3 noites

Para muita gente, a província do Alentejo é a mais bonita de Portugal. De Lisboa são apenas 130 quilômetros até Évora, cidade que é a luxuosa base para visitar outras gemas como Arraiolos (dos famosos tapetes), Vila Viçosa, sede da Casa de Bragança (da qual é oriundo "nosso" dom Pedro I), e Monsaraz, belezinha medieval cheia de casas caiadas no topo de uma colina. Évora é o começo de tudo. Mais um Patrimônio da Unesco, é considerada uma cidade-museu, com sua preciosa arquitetura tributária dos tempos em que os reis portugueses ali viveram, entre os séculos 16 e 18. As esplanadas dos cafés da praça do Giraldo convidam para algumas horas de suave contemplação, mas você vai precisar em algum momento sair do estado flâneur para conhecer outros tesouros. Um deles é o templo do século 1, que, reconstituído, é um dos exemplos mais eloquentes da presença do império romano na Lusitânia. E num país onde definitivamente não faltam igrejas cristãs, Évora pode se orgulhar de ter a maior delas. Esta Sé gótica da virada do século 12 para o 13 teve incrementos ao longo dos tempos. A grandiloquência aqui é impactante, mas é também chocante ver, na discreta igreja de São Francisco, a famosa Capela dos Ossos, com pilares e paredes feitas unicamente com as ossadas dos franciscanos que ali se enclausuravam. As caveiras parecem sorrir sob a famosa inscrição "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos". Ao deixar o lugar, hora de celebrar a vida com bom vinho alentejano e pratos de responsa, como o perdiz à cataplana e o borrego (cordeiro) ao forno do Dom Joaquim. A famosa açorda alentejana, sopa cujos ingredientes não são cozinhados (a água em fervura é jogada sobre o azeite e os demais ingredientes) é default em qualquer tasca da cidade, mas no Botequim da Mouraria a experiência pode ser mais divertida – o Domingos, dono do lugar, faz sugestões sempre certeiras a seus clientes. Dispor de uma casa do AlugueTemporada em Évora ou nas imediações, já estás a perceber, é estratégico. Esta pequena casa com três quartos localizada no centro histórico, com terraço e vista panorâmica de todas as suas sala e quartos, abriga até seis pessoas. Por lá também há a opção deste apartamento de 78 metros quadrados com dois quartos, banheiro com banheira e simpática varanda para até quatro pessoas. 

Monsaraz

No dia seguinte, hora de pegar a estrada. Prepare-se para se apaixonar pela medieval Monsaraz, distrito de Reguengos de Monsaraz com casinhas brancas encarapitadas na colina. O melhor programa aqui é simplesmente andar pelas ruas e sacar fotos seguidas vezes com seu smartphone – pensando bem, talvez seja melhor deixá-lo bem longe de seu alcance, pois você não vai parar de usá-lo. Na hora do almoço uma ideia é visitar a Herdade do Esporão, grande produtor de vinho e azeite do Alentejo, que tem competente visita guiada, degustação de brancos e tintos e que também serve excelentes refeições. Tenha em mente que alguém ainda terá de dirigir – são mais 45 quilômetros até Vila Viçosa, então devagar com a Trincadeira e com o Aragonez. Do contrário, fique de uma vez por Monsaraz. Esta propriedade rural a apenas 3 quilômetros de Reguengos de Monsaraz abriga até 26 pessoas em seus 6 quartos. De volta à estrada, o must see de Vila Viçosa é o palácio Ducal, utilizado pela nobreza até o século 19 como refúgio de férias. O exterior é monumental, com a imponente fachada de 110 metros. No interior, o acervo tem mobiliário do século 17, porcelanas, tapeçarias flamengas e retratos dos monarcas da Casa de Bragança, mas mais surpreendentes são as coleções de armas dos séculos 16 ao 20 e a de carros e carruagens, com 40 veículos.

Elvas

É mesmo difícil saber o que priorizar numa viagem pelo Alentejo. Elvas, por exemplo, já quase na fronteira com a Espanha, impressiona por seus cinco fortes cujas muralhas delimitam a cidadela em forma de estrela e pelo lindo aqueduto de 843 arcos do século 16. Pra variar, trata-se de outro Patrimônio da Unesco. Arraiolos está a 90 quilômetros dali, e é parada obrigatória para quem gosta de voltar de suas viagens de férias com as malas mais pesadas. Se fossem vinhos, os famosos tapetes de Arraiolos teriam DOC (denominação de origem controlada). Afinal, eles são feitos artesanalmente ali desde o século 18. Antes de fechar negócio, vale a pena conhecer um pouco mais sobre eles no Centro Interpretativo. Para finalizar em grande estilo, celebre seu tour pelo Alentejo com uma refeição generosa no tradicional O Alpendre.

Óbidos a Coimbra, 1 noite

A estrada mais rápida de Lisboa ao Porto, a segunda maior cidade do país, é a A1, mas vale a pena tomar outra rota se a ideia é parar para conhecer algumas das grandes belezas do país. Óbidos, a 90 quilômetros, Alcobaça e Batalha, logo depois, valem muito o desvio. Ao deixar Lisboa, prefira então a estrada A8 para chegar a Óbidos, em cuja cidadela se encontra uma das vilas medievais mais charmosas e preservadas do país. Se alguém lhe pedisse para desenhar um castelo, talvez ele saísse como o da cidade, com suas torres e enormes portas em arco. Curiosamente, o castelo foi erguido pelos árabes, que sucumbiram aos cristãos portugueses apenas no século 12. A cidade é uma coleção de lindas igrejas, cuja construção foi muito estimulada pelas rainhas portuguesas. Acontece que a cidade inteira foi entregue como dote de casamento à rainha Isabel, no século 13, iniciando uma generosa tradição que as futuras monarcas herdariam por seis séculos, quanto então se extinguiu a chamada Casa das Rainhas. Vale conhecer a igreja Matriz de Santa Maria, localizada no mesmo local da mesquita moura que ali havia antes da conquista dos portugueses. Fatos memoráveis aí teriam lugar, como o casamento do infante dom Afonso, ainda pré-adolescente, com sua prima Isabel, tão jovem quanto ele. Afonso se tornaria o rei Afonso V, dito o "Africano" por empreender sangrentas conquistas no norte da África. Fora da área murada vale também visitar o santuário do Senhor da Pedra, uma construção barroca de forma hexagonal que é ornada por um chafariz em seu adro.

Óbidos

Mais 42 quilômetros e chega-se a Alcobaça, outro mergulho na intensa história dos nossos colonizadores. A pequena cidade sedia o mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, fundado no século 12 e também Patrimônio da Unesco. A edificação foi recebendo ampliações ao longo dos séculos, mas sua igreja, com três naves de 20 metros de altura, é considerada a primeira obra inteiramente gótica feita em Portugal. Vistos de frente, o templo e seus anexos somam 221 metros de comprimento, ou cerca de duas quadras nos padrões brasileiros.

Nomes de reis, datas de batalhas e marcas de estilos arquitetônicos a esta altura só vão confundir a cabeça, então mal nenhum faz estacionar o carro à frente do António Padeiro, que, apesar do nome, é um restaurante de boa cepa, com pratos de carnes diversas, peixes, frutos do mar, extensa doçaria e adega irrepreensível. O carro-chefe é o frango servido na púcara, curiosa apresentação que remonta às origens da casa, 80 anos atrás.

De volta à estrada, Batalha é a próxima atração, a 23 quilômetros. O feature inconteste da cidade é o mosteiro de Santa Maria da Vitória, outro Patrimônio Mundial. Tal como o de Alcobaça, o surgimento deste mosteiro se deve ao cumprimento de uma promessa de vitória em guerra feito pelo rei dom João I, dito mestre de Avis. Não era qualquer vitória, pois se tratava da famosa batalha de Aljubarrota, travada pelos portugueses no século 14 contra o inimigo figadal, Castela (Espanha), cujo soberano, também João, pretendia estender seu território em Portugal. A credora da promessa também não era qualquer uma, mas a Virgem Maria. O mosteiro de Santa Maria da Vitória é, portanto, um dos sítios históricos mais importantes de Portugal, e você pode prestar a devida reverência andando com calma por entre as colunas góticas e detendo-se diante dos símbolos manuelinos (normalmente alusivos à navegação). Como dom João I decidiu fazer de Batalha sua última morada, surgiu assim a "Capela do Fundador", que guarda os restos mortais não só dele, mas também de outros oito reis e rainhas. Trata-se, como o mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, de um dos panteões nacionais do país.

Numa região que deve seu desenvolvimento a tantas ordens religiosas, é de se esperar que a doçaria conventual portuguesa marque presença. E de fato ela está lá, já à saída do mosteiro. A Pastelaria Oliveira exige que você dedique alguns minutos no duro e delicioso trabalho de escolher entre seus muitos pastéis doces. Quer saber? Vá direto no barquinho de ovos.

Quinta das Lágrimas

Falta pouco para chegar a Coimbra, mais exatamente 86 quilômetros. Famosa pela universidade fundada no século 16, também foi sede do reino de Portugal – lá, aliás, nasceu o primeiro rei português, dom Afonso Henriques, no começo do século 12. São contemporâneos de Afonso I na cidade a Sé velha e as igrejas de são Tiago e de são Salvador. Mas é da torre do campanário da universidade que se tem o melhor panorama de Coimbra e do rio Mondego, seu fiel companheiro. Uma vez que já subiu ao prédio, visite pelo menos a biblioteca Joanina, com mais de 300 mil obras dos séculos 16 a 18 dispostas em prateleiras ornadas de dourado. Se achar que é o caso de prestar reverência ao primeiro rei de Portugal, saiba que seus despojos estão no mosteiro de Santa Cruz. Mas talvez você queira retroceder um pouco mais na história, aos tempos de Aeminium, a cidade romana do século 1 que lá existia. Galerias de um criptopórtico (prédio que dava suporte às sedes administrativas) se encontram no museu Machado de Castro. Por fim, conheça os jardins da Quinta das Lágrimas, local dos encontros clandestinos do príncipe Pedro, futuro rei D. Pedro I, e Inês de Castro, romance cujo desfecho trágico poderia ter sido escrito por Shakespeare – ou por Camões. E não que é o maior poeta da língua portuguesa o fez? Está lá, no Canto III dos Lusíadas. Na região de Coimbra chega a ser quase uma desfeita não provar o famoso leitão da Bairrada. O Rui dos Leitões o oferece, como sugere o nome, mas tem na "ementa" bom bacalhau para quem não se dobra assim fácil à etiqueta local; o Rei dos Leitões, mais ortodoxo, divulga o prato típico desde 1947.

Já estamos quase no Porto, mas se for o caso de deixar esses 120 quilômetros para o dia seguinte, existem boas opções de imóveis em Coimbra. A nove quilômetros da universidade, por exemplo, há esta ampla e bonita casa para até oito pessoas com três quartos, lareira, jardim e ótimos equipamentos de lazer – piscina, mesas de sinuca e pebolim e redes para montar sob as árvores. Já este apartamento para até cinco pessoas, a poucos passos das principais atrações de Coimbra, é para quem prefere deixar o carro descansar (ou melhor dizendo, quem prefere descansar do carro). São quatro quartos, um deles com três camas de solteiro.

Porto, 2 noites

Segunda maior cidade portuguesa, a "Invicta", como é conhecida pelos antigos, é possivelmente uma das de maior beleza concentrada do mundo. É que a cidade do Porto, que deu nome ao famoso vinho fortificado da região, viveu seus 2 mil anos de ocupação contida entre a margem direita do rio Douro e o Atlântico. De muitos pontos da cidade veem-se no sóbrio skyline a torre dos Clérigos, do século 18, e a belíssima ponte de ferro D. Luís I a cruzar o Douro. A autoria da ponte, outra no rol da Unesco, é sempre atribuída ao francês Gustave Eiffel (o da torre parisiense), mas quem a projetou foi seu discípulo Théophille Seyrig. Também são ex-libris (cartão-postal) da cidade o Cais da Ribeira (o promenade do Rio Douro), as caves de vinho do Porto, que ficam do outro lado do rio, no município de Vila Nova de Gaia, as igrejas de Santa Clara e da Lapa e a belíssima livraria Lello. Esta última ocupa o mesmo imóvel há 107 anos, mas de uns tempos pra cá ficou difícil se concentrar no que ela vende – livros –, já que os visitantes não tiram os olhos da fachada neogótica e da famosíssima escada circular. Nenhum atendente irá se incomodar se você deixar o local de mãos abanando, pois eles têm consciência de que trabalham numa obra de arte; quanto às igrejas, elas têm apelos diferentes. A de Santa Clara, discreta, próxima ao tabuleiro alto da ponte Dom Luís I, vale por seu interior, com altar que reluz como ouro – e é ouro das Gerais, claro. A da Lapa, de estilo arquitetônico barroco e com excelente acústica para concertos de seu impressionante órgão, também tem uma conexão importante com o Brasil: lá está guardado o coração de dom Pedro I, dom Pedro IV para os portugueses. O libertador do Brasil também é homenageado com uma estátua equestre junto à praça da Liberdade.

Procure deixar para almoçar enquanto conhece o Cais da Ribeira, que é um lugar bastante turístico, mas isso está longe de ser um problema. O que vai às mesas do Vinhas d'Alho harmoniza perfeitamente com a vista que se tem delas, o cenário magnífico do Douro sob a ponte D. Luís I. A digestão pode ser feita passeando pelo rio num barco rabelo, que emula com muito charme vintage as velhas embarcações que transportavam tonéis de vinho do Porto. E para ter certeza que um dia você voltará à cidade é preciso cumprir o ritual e ir comer as famosíssimas tripas (de vitelo). O portuense é apelidado de "tripeiro", então você já imagina a importância do gesto. Elas são servidas como numa dobradinha e são o maior símbolo da culinária local. As do restaurante Líder, que também tem na ementa perdiz com castanhas e polvo a lagareiro, criou seguidores. Guarde espaço para um leite creme (creme brulée, no Brasil) na hora da sobremesa. Se preferir um lugar menos solene, a cervejaria Gazela é o lugar. Acompanhe o chope com os famosos "cachorrinhos" (hot dog servido também com linguiça e molho picante e cortado em pedacinhos) da casa.

Vale do Douro, 2 noites

Região vinícola mais famosa de Portugal, o Douro produz o vinho do Porto e um tinto de grande reputação. Acompanhar o curso do rio e visitar as caves que lá se encontram é um dos programas mais bacanas a se fazer na Terrinha. Uma boa base é Peso da Régua, a 120 quilômetros a leste do Porto. Esta casa moderna para até oito pessoas com uma suíte e mais três quartos tem ar-condicionado, cozinha equipadíssima, uma vista bucólica para as vinhas e para os trilhos do comboio (trem) e pode ser complementada pelos serviços de um chef e de um guia para explorar a região (com preços a combinar). Outra boa opção é esta “quintinha” com piscina que também comporta oito pessoas e está nas barrancas do rio. A estadia mínima é de sete noites. Uma vez na região, vale visitar as vinícolas Quinta do Vallado, que produz vinhos há 300 anos e tem um tour clássico no Alto Douro. Uma das degustações oferecidas inclui a cerimoniosa "abertura a fogo" – queimar o gargalo, dizem lá, era a maneira com que se abria uma boa garrafa de vinho do Porto nas priscas eras. A 20 quilômetros dali está a Quinta do Pôpa, cuja visita às videiras já valeria a pena só para a ver as placas de "não perturbe" que ficam perto delas. Aqui, mais do que os segredos da maturação e colheita das uvas, envelhecimento, tipo de madeira de barricas etc., o que extasia são as vistas deslumbrantes do Douro. Finalmente, no ponto médio dessas duas vínicolas, a Quinta do Tedo, do século 18, tem em setembro uma razão a mais para ser visitada. É que é a época da vindima (colheita), e os visitantes podem participar do velhíssimo rito de pisa das uvas. De tanto pisá-las, você vai sair do tonel vermelho como um peru. E com a certeza de que poucas vezes na vida fez uma viagem tão leve, desestressante e maravilhosa.


Imóveis em Portugal

  • 1 BR
  • 1 WC
  • Acomoda 4
  • 5 BR
  • 1 WC
  • Acomoda 10
  • 2 BR
  • 2 WC
  • Acomoda 4
tarifa média/noite
  • 3 BR
  • 1 WC
  • Acomoda 5
  • 1 BR
  • 1 WC
  • Acomoda 2

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