Um roteiro em família pelo melhor de Portugal

O pão debaixo do braço, a prova do queijo na feira (diretamente do produtor), a escolha das framboesas para o café da manhã, o vinho degustado na cave, bem ao lado dos vinhedos. Agora imagine tudo isso tendo como cenário cidadezinhas medievais erguidas no alto das colinas, castelos e campos infindáveis de lavandas, girassóis, oliveiras.

O pão debaixo do braço, a prova do queijo na feira (diretamente do produtor), a escolha das framboesas para o café da manhã, o vinho degustado na cave, bem ao lado dos vinhedos. Agora imagine tudo isso tendo como cenário cidadezinhas medievais erguidas no alto das colinas, castelos e campos infindáveis de lavandas, girassóis, oliveiras.

A Provence é o campo francês em sua melhor forma. Um lugar onde a vida ainda é medida pelas estações – ou pela floração das cerejeiras e dos pessegueiros, pela colheita da uva, dos aspargos, pela caça às trufas. Tudo tem o seu momento, e não há pressa para nada. Que tal curtir o pedacinho do mundo que conquistou Van Gogh, Picasso e Renoir com a sua luz (aqui o sol brilha mais de 300 dias por ano) em uma casa só para você e seus amigos ou familiares?

A dica, aqui, é eleger uma base, alugar um carro e fazer pequenos bate-e-voltas pelos arredores. Aix-en-Provence tem uma localização estratégica ideal para férias de sonho. Apesar de ser uma cidade grandinha (com cerca de 140 mil habitantes), ela preserva ares de vila do interior e está a meia hora de distância tanto das cidadezinhas mais charmosas do interior quanto das praias banhadas pelo Mediterrâneo.

As hospedagens na Provence se dividem entre as que estão localizadas nos centrinhos históricos e as que ficam no campo – e isso muda completamente o tipo de férias. Quer uma casa com piscina, mais isolada, de fachada de pedra e janelas coloridas, tão típicas do sul da França? Rume pro campo. Prefere estar perto das feiras de rua, das floriculturas, das fromageries (queijarias) e pâtisseries (confeitarias), para fazer parte da vida da cidadezinha? Fique no centro.

AlugueTemporada tem milhares de opções por toda a Provence, centenas delas em Aix e seus arredores. Se viaja em duas pessoas, este loft duplex fofíssimo, com diárias a R$ 278, é uma ótima pedida. Outras boas opções no centro histórico são este apartamento, que custa R$ 452 e acomoda até seis pessoas, e este, mais moderninho, também para seis pessoas, desde R$ 348. Quem preferir ficar no campo, em meio a um jardim de oliveiras, tem esta casa, com diárias desde R$ 313, para até cinco pessoas; esta, para 4 pessoas, com uma gostosa piscininha; ou um apartamento independente nesta bela propriedade, também para 4 pessoas, a partir de R$ 397.

A seguir, veja a nossa sugestão de roteiro para uma semana perfeita pela região:

Dia 1: Aix-en-Provence

Animada cidade universitária, Aix é a terra natal do pintor Paul Cézanne – e tudo por lá é uma homenagem ao mestre. Para começar, está lá o seu atelier, exatamente como ele o deixou em 1906. Entrar naquela sala é como entrar em seus quadros. Por todo o charmoso centro histórico, há placas com a letra C dourada que indicam lugares famosos relacionados à sua vida. São atrações como a Catedral de St. Saveur, cujos primeiros indícios remontam ao século 5, onde ele se casou; o Musée Granet, onde estão nove originais de obras suas; e o incontornável Café Les Deux Garçons, no Cours Mirabeau, frequentado por ele e ainda hoje um dos melhores restaurantes da cidade. Aix tem fama de ser a “cidade das mil fontes”, e elas aparecem como belas surpresas ao virar de cada esquina, assim como lugares deliciosos que parecem ter saído de filmes – é o caso da Pâtisserie Weibel, que serve os melhores croissants da cidade, da Fromagerie du Passage, que tem queijos que são verdadeiras joias, ou da Calissons du Roy René, lojinha que vende os mais famosos calissons da região, docinhos feitos à base de amêndoas. Há ótimos restaurantes na cidade e geralmente não é preciso fazer reserva – uma das melhores surpresas é o Mickael Féval, premiado na última edição do Guia Michelin com uma estrela. Sua proposta são releituras moderninhas das típicas receitas provençais.

Carrossel em Aix-en-Provence. Foto:Bruno Barata

Dia 2: Lourmarin e Cucuron

Menos de 40 quilômetros separam Aix de Lourmarin, uma vilinha de poucas ruelas e casas de pedra que se espalha aos pés de um imponente castelo do século 16 (segredo: lá dentro funciona uma bela loja de vinhos!). Seus cafés, lojas e galerias badaladinhos ficam ainda mais animados às sextas-feiras, quando a cidade recebe a sua feira semanal, verdadeiro acontecimento local. De lá são apenas 10 minutos até a vizinha Cucuron pela estrada D-27, um encanto de cidade onde vivem menos de 2 mil pessoas. Não fosse a vila uma joia cercada de oliveiras e vinhedos e dona de belos ícones dos séculos 13 ao 16 (caso da igreja Notre-Dame-de-Beaulieu e da Torre do Relógio), o desvio na rota se justificaria apenas pelas refeições servidas pelo chef Eric Sapet no restaurante La Petite Maison de Cucuron, verdadeiras obras de arte, acompanhadas de ótimos vinhos. Ele fica em frente ao principal posta da cidade: l´etang, um lindo tanque ladeado por imensos plátanos que foi cenário do filme Um Bom Ano, de Ridley Scott.

O restaurante La Petite Maison de Cucuron. Foto:Bruno Barata
O charmoso casario de Cucuron. Foto: Bruno Barata

Dia 3: Bonnieux, Lacoste e Roussillon

Dia de mergulhar no Luberon profundo, um parque natural montanhoso que esconde algumas das maiores preciosidades da Provence. Fundada durante o domínio do Império Romano, a cidadela de Bonnieux é uma graça dentro dos limites das muralhas. Ali galerias de arte e bons restaurantes dividem o cenário com produtores tradicionais como os apicultores Stéphane e Julie Négrin, a terceira geração de uma família que vende mel artesanal na entrada da cidade. Para ter uma noção dos arredores, vale fazer uma pausa estratégica na Brasserie Les Terrasses, que descortina vistas incríveis dos campos. Uma das vilinhas que aparece naquela vastidão é o próximo destino: a pequenina Lacoste, 7 quilômetros adiante. Não há qualquer relação entre o nome e a marca do jacarezinho, mas Lacoste tem uma história curiosa: em 2001 o estilista Pierre Cardin comprou o castelo local (além de várias casas que se tornaram residência artística de gente do mundo inteiro) e transformou a região num agitado polo cultural nos meses do verão. Vale se perder pelo sobe e desce de ruas calçadas de pedra e admirar a vista que deixa ver, na linha do horizonte, o Monte Ventoux, o mais alto da Provence. Roussillon, a 12 quilômetros de distância, encerra o percurso do dia. Mas antes de chegar lá e se impressionar com as falésias de cor ocre cuja terra colore também as casas da cidade, vale passar pela incrível Pont-St-Julien, erguida pelos romanos no século 3 sobre o Rio Cavalon e que pode, até hoje, ser usada por pedestres e ciclistas.

As ruelas de pedra de Lacoste. Foto: Bruno Barata
A Pont-St-Julien, dos tempos romanos. Foto:Bruno Barata

Dia 4: Cassis

Ao sair da autoestrada A-50, a paisagem que se segue parece miragem: um mar de vinhedos que desce as encostas das montanhas, com châteaux aqui e ali e, lá embaixo, um Mediterrâneo de águas azuis de doer. Debruçado sobre um singelo porto recheado de barcos coloridos e aos pés de um castelo, o centrinho de Cassis é um emaranhado de casas de fachadas e janelas coloridas. Não há programa melhor do que escolher uma das áreas ao ar livre dos restaurantes que se enfileiram lado a lado e pedir uma das especialidades locais: moules-frites, mexilhões com batatas fritas, acompanhados do delicioso vinho rosé fabricado nas encostas da cidade. Cassis é famosa pelas calanques, prainhas formadas por braços de mar que entram no continente ladeadas por falésias branquinhas. A água é tão transparente que a sensação, ao flutuar, é a de estar voando. É possível chegar até elas em caminhadas a partir de meia hora ou pegar um barco e explorar as principais.

O portinho recheado de casas coloridas de Cassis. Foto: Bruno Barata

Dia 5: Museé de la Lavande e Gordes

Marca registrada da Provence, a lavanda real, também conhecida como lavanda selvagem, só cresce aqui e tem denominação de origem controlada. Chega o mês de junho (com auge em julho e agosto) e as colinas provençais se tingem com os campos do chamado “ouro azul” – que, na verdade, é roxo. Garantia de fotos incríveis, os campos de lavanda não raramente se encontram com plantações de trigos e girassóis, o que deixa o cenário ainda mais mágico. Para conhecer um pouco mais sobre a planta – e levar para a casa produtinhos especiais – vale visitar o Musée de la Lavande, uma bela parada a caminho da encantadora Gordes. Uma vez na cidade, vasculhe a sequência de lojinhas cheias de artigos de decoração para a casa e prove as delícias locais no restaurante L´Artegal. Não vá embora sem antes ver um dos mais cênicos campos de lavanda da Provence: o da Abadia de Sénanque, a 4 quilômetros de distância do centro.

Túnel do tempo na entrada de Gordes. Foto: Bruno Barata
Lavandas, o “ouro azul” da Provence. Foto: Bruno Barata

Dia 6: St-Rémy-de-Provence

Com o Glanum e seus belos monumentos galo-romanos erguidos a partir do século 2 a.C., incluindo um majestoso Arco do Triunfo dos tempos do Imperador Júlio César, St-Rémy é uma das cidades mais ecléticas (e charmosas) da região. E não só porque o profético Nostradamus nasceu lá em 1503 e Van Gogh a elegeu para se isolar após cortar parte de sua orelha (aliás, a obra Noite Estrelada foi pintada na cidade). Acontece aqui, todas as quartas-feiras pela manhã, uma das melhores feiras provençais, com banquinhas de queijos, pães, frutas e legumes. St-Rémy é também um belo pouso de confeiteiros de mãos cheias – não deixe de provar os chocolates de Joel-Durant nem os doces cristalizados da Confiserie Lilamand. Quando bater a fome, dirija mais 15 quilômetros até Paradou para provar as receitas de uma verdadeira instituição local, Le Bistrot de Paradou.

Estrada ladeada de plátanos nos arredores de St-Rémy-de-Provence. Foto: Bruno Barata

Dia 7: Avignon e Châteauneuf-du-Pape

Houve uma única vez em na história em que a sede do papado saiu do Vaticano: foi no século 14, quando os papas transferiram-se para o Vale do Ródano, mais precisamente para a cidade de Avignon. Ali eles ergueram aquela que é, até hoje, a principal atração local: o Palais de Papes, uma impressionante construção em estilo gótico. Para usufruir dos meses de verão, uma outra residência foi construída em meio a vinhedos nos arredores e chamada de “castelo novo dos papas” ou, em francês, Châteauneuf-du-Pape. Nesta vila toda feita de pedra, hoje com menos de 5 mil habitantes, nasceu a primeira denominação de origem de vinhos da França e, ainda hoje, uma das mais exclusivas. Para fazer uma degustação aos pés das ruínas do castelo, a pedida é visitar a Cave Le Verger des Papes, dona de uma imensa variedade de safras dos melhores fabricantes locais. Seu restaurante, logo ao lado, é uma boa pedida para encerrar o tour.

Restaurante Le Verger des Papes. Foto: Bruno Barata
Vista de Avignon ao entardecer, com o Palais de Papes ao fundo. Foto: Bruno Barata

Imóveis em Provence

tarifa média/noite
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