Paraísos do litoral norte de Alagoas em 7 dias

Para quem gosta de tranquilidade, isolamento e praias exclusivas, o Litoral Norte de Alagoas - também chamado de Costa dos Corais - vale não uma, mas duas semanas inesquecíveis de descanso. Como nem todo mundo pode se dar ao luxo de esticar o ócio, em sete dias é possível conhecer o filé da região sem pressa, retornando pra casa com aquele sentimento de "um dia eu vou voltar".

Barra de Santo Antônio

Nossa viagem começa aí, bem na extensão de Maceió, pela via litorânea AL-101. Para chegar a Barra de Santo Antônio, a 63 km do Aeroporto de Maceió, o caminho mais agradável margeia as praias da capital alagoana numa espécie de beach tour.

Antes do centro de Barra, a saída para a Praia de Tabuba leva a esta casa pé-na-areia, cujo gramado termina quase dentro do mar. O imóvel tem quatro quartos, acomoda até dez pessoas e conta com garagem, cozinha equipada e palhoças de piaçava com redes.

 

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Foto: AlugueTemporada

 

Em dois dias na cidade, além de curtir os coqueiros e o mar calmo de Tabuba, na frente da casa, vale a pena tirar o carro da garagem e seguir para Carro Quebrado, a 13 km, utilizando a ponte que dá acesso à Ilha da Croa.

 

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Foto: AlugueTemporada

 

Hit dos maceioenses, Carro ganhou fama por suas falésias multicoloridas encimadas por coqueirais. Guias mirins conduzem a duas praias vizinhas, ambas também com falésias e coqueiros, mas mais desertas: a Pedra do Cebola e a Ponta do Gamela. Antes de ir até elas, informe-se sobre a maré, se está alta ou subindo, situações em que a areia fica submersa e não vale o passeio. E, mesmo para Carro, leve provisões, já que a infra é mínima.

 

Antes de deixar Barra, vale a pena aproveitar a proximidade de Tabuba com a Praia de Ipioca, na direção de Maceió, mas só 18 km ao sul pela AL-101. Chegue no fim de tarde para curtir as tendas, o redário, o peixinho frito e a caipirinha da descolada barraca de praia Hibiscus.

 

São Miguel dos Milagres

Para chegar a Milagres, basta seguir as placas para São Luís do Quitunde, depois para Passo de Camaragibe e Barra de Camaragibe, e pare nesta última, a 53 km de Tabuba, bem na foz do Rio Camaragibe - há uma guia rebaixada para você estacionar o carro de frente para o encontro do rio com o mar.

 

Desembarque e peça a um barqueiro para atravessá-lo até a outra margem do rio. Dez minutos de caminhada pelo coqueiral depois, procure alguma trilha na restinga para chegar à Praia do Morro, que ladeia uma centenária fazenda particular. Com poucas construções, nenhuma barraca e, quase sempre, absolutamente ninguém na areia, a praia será sua pelo tempo que você ficar lá.

 

De volta ao carro, você estará entrando na chamada Rota Ecológica, trecho de 23 km da Costa dos Corais entre Barra do Camaragibe e Porto de Pedras. A região é conhecida por São Miguel dos Milagres, município onde fica a maioria das praias.

 

Nesse pedaço, a AL-101 corta povoados singelos, com casinhas às vezes sem reboco. Nem a respeitável muralha de coqueiros dá uma pista do que ela própria esconde: quase qualquer saída da estrada na região de Milagres vai dar numa praia de cinema, com a água-verde-leitosa do mar mudando de tom a cada barreira de recifes, até explodir em esmeralda no horizonte.

 

Passados 14 km de Barra de Camaragibe, já nas imediações do rio e da Praia de Tatuamunha, esta casa tem o charme rústico típico da região, e comporta até dez pessoas em dois quartos. Dela para a praia, o caminho a pé passa pelo mangue e atravessa o Rio Tatuamunha por uma pinguela. Reserve três dias para Milagres, mas se tiver mais um sobrando, ou dois, ou três, gaste-os todos aqui.

 

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Foto: AlugueTemporada

 

No entorno do imóvel fica um dos passeios mais famosos da região, o Santuário do Peixe-Boi-Marinho. Criados em semicativeiro num lindo trecho de mangue do Rio Tatuamunha, os mamíferos gordinhos e fofos vêm escoltar os barcos dos visitantes com muita simpatia, atraindo a atenção de adultos e crianças.

 

Outro passeio clássico da região é o de jangada até as piscinas naturais que se formam nas praias do Toque e de São Miguel, trechos onde é possível ver muitos peixinhos. Quanto às praias... Bem, imagine 23 km de areias vazias, sem ambulantes ou guarda-sóis, com um mar morno, calmo e límpido, emoldurados por fazendas forradas de coqueiros. Do sul para o norte, não perca a própria Praia de São Miguel (7 km ao sul de Tatuamunha), adornada por coqueiros penteados pelo vento e barcos de madeira ancorados pertinho da praia.

 

Mas aquele dia com a melhor previsão do tempo e com a "agenda" mais livre merece ser guardado para outras duas praias, logo na sequência de Tatuamunha: a Praia do Lage, um semicírculo com poucos pescadores e alguns barcos ancorados, onde a luz do sol chega à praia sombreada pelos coqueiros nos fins de tarde; e a Praia do Patacho, em Porto de Pedras, uma das cinco praias cinco-estrelas do país pela edição 2015 do Guia Quatro Rodas, a última a ser publicada. Patacho é o palco de um espetáculo natural diário: durante horas, a maré baixa deixa a água bem rasa, a ponto de sentar no chão sem uma única marola, imerso até o peito em uma piscina translúcida. Na areia, o farfalhar dos coqueiros, o sutil barulho do mar e o isolamento dão a impressão de estar numa ilha deserta.

 

Exceto nos trechos de praia próximos a vilas como Porto da Rua, São Miguel e Porto de Pedras, quase não há comércio fora do verão, então o jeito de conseguir a cerveja, a caipirinha ou a água de coco é levando de casa. A culinária, rica em pescados frescos e "lagostinhas" (como os locais chamam a cauda da lagosta), surpreende pelo capricho em endereços como No Quintal e Casa Acayu, ambos no Toque, e os restaurantes das pousadas Patacho e Xuê, na Praia do Patacho, todos abertos ao público, sob reserva.

 

Maragogi

Apenas 28 km pela Al-101 e uma balsa separam Tatuamunha de Maragogi, nossa parada final. Na extensão final do litoral alagoano em direção a Pernambuco, Maragogi ganhou notoriedade com suas Galés, piscinas naturais represadas nos recifes a 6 km da costa. Basta a maré baixar para uma dúzia de catamarãs deixar a praia urbanizada e, minutos depois, desembarcar os turistas no meio do mar, mas com a água no umbigo, cercados de peixes e corais. Como não é todo dia que a maré baixa o suficiente, consulte antes as operadoras dos barcos para não perder viagem.

 

Atrativo comum na região, as lagostas são abundantes em Maragogi. Para saboreá-las, recorra a restaurantes como o Camurim Grande, em Maragogi, e o Venezia Tropicale, em Japaratinga. Para pratos variados, considere o Tuyn, do chef holandês Sandrijn Van Hoof, na Praia do Camacho, e, na sobremesa, os sorvetes de frutas tropicais da Sorveteria Pingo, endereço conhecido do Centro de Maragogi.

 

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Foto: AlugueTemporada

 

A praia central de Maragogi não é um bom cartão de visitas da região, servindo mais como ponto de partida dos catamarãs. Mas em Japaratinga, a 10 km ao sul, tem praias que se assemelham com as de Milagres na vastidão dos coqueirais e na beleza do mar. É ali que fica esta casa de três quartos com gramado coladinho no mar e caseiro e diarista incluídos na diária.

 

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Foto: AlugueTemporada

 

Os dois dias de estadia na região de Maragogi ainda permitem conhecer praias como a do Camacho, quase deserta, Antunes, com águas verdes e areias ladeadas pelo coqueiral, e Peroba, já na divisa do estado e de onde partem barcos para outras piscinas naturais (tão belas quanto as Galés, mas menos exploradas!).

 

Depois, resta voltar ao Aeroporto de Maceió com aquele sentimento de "um dia eu vou voltar a Alagoas".

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