De olho no mercado

A crise econômica que se instalou no Brasil desde o ano passado tem provocado mudanças acentuadas no mercado

Do início de 2015 para cá, o Brasil passou a conviver com uma crise política sem precedentes na história mais recente do país. A crise gerada externamente afetou negativamente o valor de commodities importantes para o Brasil, como os constituídos por recursos minerais — o que aumentou a pressão desfavorável sobre a economia nacional.


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Como resultado, o país passou a experimentar um quadro sombrio de alta da inflação, elevação na taxa de desemprego e, consequente, redução do consumo. Essa nova situação acabou por gerar a estagnação da economia brasileira, o que vem provocando uma redução no volume de negócios em todos os segmentos.

 

Como iniciativa para combater o processo inflacionário e o déficit fiscal, o Governo adotou medidas ainda mais recessivas, que afetaram diretamente o mercado imobiliário. A começar pela restrição do crédito que é disponibilizado por intermédio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que ficou restrito a 50% do valor dos imóveis usados, contra os 90% que eram concedidos até abril do ano passado. Como medida de controle da inflação, o Banco Central vem impondo sucessivas altas na taxa Selic, que saltou dos 11,65% ao ano praticados em dezembro de 2014 para os atuais 14,15%, o dobro do que era praticado em 2013.
 

Com isso, além da restrição ao crédito imobiliário, todas as linhas de financiamento para o setor se tornaram bastante caras, criando dificuldades para que os negócios aconteçam.
 

Os estoques

É preciso observar que aquela onda de desenvolvimento nacional criou um otimismo por parte das construtoras e das incorporadoras, que investiram em lançamentos e imóveis. A grande demanda provocou um aumento nos valores dos preços de venda e de locação. Contudo, a partir do revés, essa situação se inverteu e a procura por imóveis vem sendo reduzida continuamente.

 

De acordo com números divulgados pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em conjunto com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2015 quase 11% dos imóveis adquiridos na planta foram devolvidos e voltaram para as prateleiras das construtoras, aumentando ainda mais os estoques que já existiam. Ao lado disso, o volume de vendas recuou 15% no ano passado.

 

Com a menor disponibilidade de crédito, com a redução na capacidade de compra da população e com o aumento no volume dos estoques, os preços de venda e de locação de imóveis continuam apresentando tendência de queda, sem sinais de recuperação em médio prazo.


O aluguel por temporada como alternativa

Há um nicho de mercado que vem se apresentando como uma excelente alternativa para proprietários de imóveis que não querem vender na baixa e que não conseguem alugar por períodos mais prolongados. Essa alternativa é o aluguel por temporada.

 

Considerando que nessa modalidade as locações são feitas por curtos espaços de tempo, elas comportam preços mais elevados do que são aqueles praticados pelas locações que abrangem períodos maiores e que vêm sendo afetadas negativamente pela crise econômica.

 

É interessante observar que essa maneira de alugar imóveis é muito favorável também para o locatário, o que tem estimulado bastante o volume de negócios. Afinal, quem aluga por temporada consegue obter uma significativa redução nos custos com hospedagens, uma vez que os aluguéis são mais baixos do que os valores das diárias dos hotéis.


Ou seja, mesmo com a forte influência negativa da economia sobre os preços dos imóveis, o mercado de aluguel por temporada permanece ativo e com capacidade para gerar ganhos significativos para proprietários de imóveis.


Agora que você já sabe como a crise do país influencia nos preços do mercado imobiliário, que tal ler o nosso post “Administre seu imóvel como um profissional e aumente o lucro”?



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