Tiradentes
Chegando a cidade histórica de Tiradentes, o visitante se deslumbra com o cenário fantástico que o remete ao tempo colonial.
Na porta de entrada da cidade está a Maria-Fumaça, única de bitola estreita em funcionamento no mundo, ligando Tiradentes a São João del Rei. Em frente à estação, está a rotunda (mecanismo pelo qual a locomotiva inverte sua posição na linha férrea e, com uma curta manobra, engata-se novamente aos vagões).
Passando pela ponte sobre o Ribeirão Santo Antônio, apoiada em duas arcadas romanas e feita de pedra, chega-se ao ponto de encontro dos turistas, o Largo das Forras. Um monumento do mártir da Inconfidência Mineira e a Capela Bom Jesus da Pobreza estão situados nesse Largo, de onde partem charretes que passeiam pelos principais pontos turísticos de Tiradentes.
Em direção ao Largo do Sol, estão a Igreja de São João Evangelista, que pertencia aos Homens Pardos; e o Museu Padre Toledo, um dos líderes da Inconfidência. Passando pelo Museu, a História do Brasil Colonial é contada na Casa da Cultura, onde estão guardados microfilmes de quase trezentos mil documentos do acervo do Arquivo Ultramarino de Portugal.
Na esquina da Rua Padre Toledo com a Rua da Câmara está a Matriz de Santo Antônio, uma bela construção barroca e a segunda igreja em quantidade de ouro do Brasil. No interior há um órgão rococó trazido de Portugal e considerado um dos quinze mais importantes do mundo; no adro pode ser visto o relógio do Sol; e do lado de fora, sua fachada foi obra de Aleijadinho.
O símbolo que está na bandeira de Minas Gerais hoje, pode ser visto no Santuário Santíssima Trindade, que está atrás da Matriz. Isso porque o alferes Tiradentes, devoto da Santíssima, exigiu que seu símbolo(o triângulo) fosse usado na bandeira da Nova República. E por trás do Santuário está o Marco da Estrada Real, na estrada que liga Tiradentes à Santa Cruz.
Voltando à Rua da Câmara, a Casa da Câmara é marcada pela arquitetura de 1700. Além de sede de reuniões, serviu para recepções aos imperadores.
Descendo algumas ruas, chega-se ao Chafariz que possui uma rara imagem de São José de Botas. Considerado o mais belo chafariz de Minas, ele é abastecido por um aqueduto que vem do Bosque da Mãe D'Água, um dos preferidos da população para caminhadas.
Na Rua Direita, funciona o Museu Tancredo Neves com exposição de Arte Sacra, onde ficava o antigo prédio da Cadeia Pública, em frente à Igreja do Rosário.
Vale conhecer também o Largo e Capela rococó das Mercês, que pertencia aos Pretos Crioulos; a capela de Santo Antônio do Canjica; o Sobrado Ramalho, o mais antigo da cidade, que atualmente é sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; e a Fundação Oscar Araripe; além da Capela São Francisco de Paula, onde pode-se apreciar a vista ao som de música clássica e contemplar o pôr do sol atrás da Serra de São José.
Diz a lenda que os escravos curavam seus ferimentos no Balneário Águas Santas. Hoje sabe-se que o balneário conta com águas medicinais, lago com pedalihnos e grande área verde. O Mangue, primeiro local explorado pelo ouro, possui o calçamento dos escravos, piscinas naturais e a Cachoeira do Mangue. Outra cachoeira que é visitada é a Bom Despacho, na estrada que liga Tiradentes à Santa Cruz.